sexta-feira, 22 de maio de 2009

Do Tempo – Jaime Caetano Braun


O tempo vai repontando
O meu destino pagão
Vou tenteando o chimarrão
Da madrugada clareando
Enquanto escuto estralando
O velho brasedo vivo
Neste ritual primitivo
Sempre esperando, esperando…
 
É a sina do tapejara
Nós somos herdeiros dela
Bombear a barra amarela
Do dia quanto se aclara
Sentir que a mente dispara
Nos rumos que o tempo traça
Eu me tapo de fumaça
E olho o tempo veterano
Entra ano e passa ano
Ele fica a gente passa
 
Que viu o tempo passar
Há muita gente que pensa
Mas é grande a diferença
Ele não sai do lugar
A gente que vive a andar
Como quem cumpre um ritual
É o destino do mortal
É o caminho dos mortais
Andar e andar nada mais
Contra o tempo, sempre igual

Tempo é alguém que permanece
Misterioso impenetrável
Num outro plano imutável
Que o destino desconhece
Por isso a gente envelhece
Sem ver como envelheceu
Quando sente aconteceu
E depois de acontecido
Fala de um tempo perdido
Que a rigor nunca foi seu.

Pensamento complicado
Do índio que chimarreia
Bombeando na volta e meia
Do presente no passado
Depois sigo ensimesmado
Mateando sempre na espera
O fim da estrada é a tapera
O não se sabe do eterno
Mas a esperança do inverno
É a volta da primavera.
 
Os sonhos são estações
Em nossa mente de humanos
Que muitas vezes profanos
Buscamos compensações
Na realidade as razões
Onde encontramos saída
Nessa carreira perdida
Que contra o tempo corremos
Já que, a rigor, não sabemos
O que haverá além da vida.

Dentro das filosofias
Dos confúcios galponeiros
Domadores, carreteiros
Que escutei nas noites frias
Acho que a fieira dos dias
Não vale a pena contar
E chego mesmo a pensar
Olhando o brasedo perto
Que a vida é um crédito aberto
Que é preciso utilizar.

Guardar dias pro futuro
É sempre a grande tolice
O juro é sempre a velhice
E de que adianta esse juro
Se ao índio mais queixo duro
O tempo amansa no assédio
Gastar é o melhor remédio
No repecho e na descida
Porque na conta da vida
Não adianta saldo médio!

sábado, 9 de maio de 2009

Por quê?

Nós nem entendemos de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos, e tentamos entender o significado de cada momento!

Não seria muita pretensão?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Playing for Change

Playing for Change (www.playingforchange.com) é um movimento multimídia criado para inspirar, conectar, e promover a paz pelo mundo através da música. A idéia para o projeto surgiu de uma crença comum de que a música tem o poder de quebrar as fronteiras e romper a distância entre as pessoas. Não importa se as pessoas possuem diferentes ideologias, seja geográfica, política, econômica, espiritual, a música tem o poder universal de transcender e unir-nos como uma única raça humana. E com este objetivo o projeto foi criado e compartilhado mundo a fora.

As músicas são tocadas e gravadas por diferentes artistas de rua do mundo todo. Cada um escuta a música no fone de ouvido e grava a sua contribuição.

Para o trabalho final, é feita a mixagem das músicas com a participação de todos, e o resultado final pode ser visto na relação de vídeos que coloquei abaixo.

War/No More Trouble (participação de Bono do U2)

Stand By Me

One Love

Don´t Worry