sexta-feira, 22 de maio de 2009

Do Tempo – Jaime Caetano Braun


O tempo vai repontando
O meu destino pagão
Vou tenteando o chimarrão
Da madrugada clareando
Enquanto escuto estralando
O velho brasedo vivo
Neste ritual primitivo
Sempre esperando, esperando…
 
É a sina do tapejara
Nós somos herdeiros dela
Bombear a barra amarela
Do dia quanto se aclara
Sentir que a mente dispara
Nos rumos que o tempo traça
Eu me tapo de fumaça
E olho o tempo veterano
Entra ano e passa ano
Ele fica a gente passa
 
Que viu o tempo passar
Há muita gente que pensa
Mas é grande a diferença
Ele não sai do lugar
A gente que vive a andar
Como quem cumpre um ritual
É o destino do mortal
É o caminho dos mortais
Andar e andar nada mais
Contra o tempo, sempre igual

Tempo é alguém que permanece
Misterioso impenetrável
Num outro plano imutável
Que o destino desconhece
Por isso a gente envelhece
Sem ver como envelheceu
Quando sente aconteceu
E depois de acontecido
Fala de um tempo perdido
Que a rigor nunca foi seu.

Pensamento complicado
Do índio que chimarreia
Bombeando na volta e meia
Do presente no passado
Depois sigo ensimesmado
Mateando sempre na espera
O fim da estrada é a tapera
O não se sabe do eterno
Mas a esperança do inverno
É a volta da primavera.
 
Os sonhos são estações
Em nossa mente de humanos
Que muitas vezes profanos
Buscamos compensações
Na realidade as razões
Onde encontramos saída
Nessa carreira perdida
Que contra o tempo corremos
Já que, a rigor, não sabemos
O que haverá além da vida.

Dentro das filosofias
Dos confúcios galponeiros
Domadores, carreteiros
Que escutei nas noites frias
Acho que a fieira dos dias
Não vale a pena contar
E chego mesmo a pensar
Olhando o brasedo perto
Que a vida é um crédito aberto
Que é preciso utilizar.

Guardar dias pro futuro
É sempre a grande tolice
O juro é sempre a velhice
E de que adianta esse juro
Se ao índio mais queixo duro
O tempo amansa no assédio
Gastar é o melhor remédio
No repecho e na descida
Porque na conta da vida
Não adianta saldo médio!

sábado, 9 de maio de 2009

Por quê?

Nós nem entendemos de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos, e tentamos entender o significado de cada momento!

Não seria muita pretensão?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Playing for Change

Playing for Change (www.playingforchange.com) é um movimento multimídia criado para inspirar, conectar, e promover a paz pelo mundo através da música. A idéia para o projeto surgiu de uma crença comum de que a música tem o poder de quebrar as fronteiras e romper a distância entre as pessoas. Não importa se as pessoas possuem diferentes ideologias, seja geográfica, política, econômica, espiritual, a música tem o poder universal de transcender e unir-nos como uma única raça humana. E com este objetivo o projeto foi criado e compartilhado mundo a fora.

As músicas são tocadas e gravadas por diferentes artistas de rua do mundo todo. Cada um escuta a música no fone de ouvido e grava a sua contribuição.

Para o trabalho final, é feita a mixagem das músicas com a participação de todos, e o resultado final pode ser visto na relação de vídeos que coloquei abaixo.

War/No More Trouble (participação de Bono do U2)

Stand By Me

One Love

Don´t Worry

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Atualize seu Navegador

Versões antigas e desatualizadas de navegadores têm problemas de segurança e não acompanham os novos padrões de desenvolvimento para a Internet. O Atualize seu navegador faz parte de um movimento internacional para eliminar os navegadores obsoletos do mercado.


Qual navegador escolher?
imageMozilla Firefox 3
  • Navegação mais segura
  • Amplo diretório de temas e plugins
  • Velocidade na média, uso de memória na média
  • Disponível em português
image Internet Explorer 8
  • Navegação mais segura
  • Integrado com os serviços Microsoft
  • Velocidade rápida, usa pouca memória
  • Disponível em português
image Google Chrome
  • Interface fácil e limpa
  • Integrado com os serviços Google
  • Velocidade rápida, usa pouca memória
  • Disponível em português
image Opera Browser
  • Navegação mais segura
  • Diversas opções de customização
  • Velocidade rápida, uso de memória na média
  • Disponível em português
image Apple Safari
  • Navegação mais segura
  • Versão para Windows ainda em testes
  • Velocidade rápida, usa pouca memória
image Flock
  • Usa o mesmo motor que o Mozilla Firefox
  • Total integração com redes sociais
  • Velocidade na média, usa muita memória
  • Somente em inglês
Por que devo atualizar?

Navegadores antigos como o Internet Explorer 6 (lançado em 2001) não exibem sites dentro dos padrões web, são repletos de bugs, não oferecem as funcionalidades dos browsers atuais como navegação por abas ou gerenciador de downloads e estão submetidos a sérios problemas de segurança como vírus e malware.

Ainda comprometem a qualidade da exibição de sites e limitam a criação de desenvolvedores, que precisam perder tempo adaptando o site para rodar nesses navegadores obsoletos.

Links Úteis

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Pedra

davidMichelangelo

O distraído nela tropeçou…
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da labuta, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura…
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe “pedra” no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Terra Rasgada

Terezinha Manczak (poema-homenagem aos flagelados da enchente em SC - 2008)
5503973
A terra rasgada pelo homem lança-se no vazio, livrando - se do peso da ocupação desenfreada, dos golpes da escavadeira, da plantação de pilares, do esquecimento das autoridades e da vista grossa dos fiscais. Enquanto expõe suas feridas e seu seio aberto em chagas, soterra sonhos, vidas e bens materiais. Abre outras feridas, bem mais dolorosas, no mesmo homem que destrói e nos corpos e corações dos seus semelhantes. A natureza por si já é impiedosa. Alaga, inunda, derruba, mata e desloca.
São as cheias, a seca, os ciclones, tufões e maremotos. Mas a mão do homem que desmata, que constrói sem limites, que abre caminhos impossíveis, polui e não respeita as intempéries, torna essa força mais destruidora e fatal.
Dificilmente veremos um morro, em lugar desabitado e sem interferência humana, se deslocar e desabar da maneira que vimos aqui em Blumenau.
Vale refletir, repensar nossas atitudes, respeitar o meio ambiente e fazer as pazes com o Planeta Terra.
Temos outra alternativa? Temos outro planeta para habitar?
Ainda não existem naves cor-de -rosa para nos transportar, desse vale de lágrimas por um céu de brigadeiro, quando a nossa casa cair e a Terra tornar -se uma morada impossível.” (Terezinha Manczak)

sábado, 15 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Discurso de Severn Cullis Suzuki na Rio Eco 92

Olá! Sou Severn Suzuki. Represento a ECO – a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte: contribuir. Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo o dinheiro que precisávamos conseguimos por nós mesmos. Viemos de tão longe para dizer que vocês, adultos, têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.

Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos.

Estou aqui para falar em nome de incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais lugar para onde ir.

Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio; tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer.Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia, e estão em vias de extinção.

Durante toda a minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.

Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade ?

Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.

Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões de águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então por favor parem de destruir !

Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas na verdade são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos também são filhos. Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas, e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar essa realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós, e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo, rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva, não estou cega; apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país, geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.

No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica, e se fosse daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.” Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos?

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra do Oriente Médio. Ou uma mendiga da Índia.

Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!

Na escola, desde o Jardim da Infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com os outros, resolver as coisas de forma adequada, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então, por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências, e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes: “Tudo ficará bem. Estamos fazendo o melhor que podemos”. Mas não acredito que possam nos dizer isso. Será que estamos na sua lista de prioridades ?

Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”. Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar à noite. Vocês adultos nos dizem que vocês nos amam. Eu desafio vocês. Por favor, façam as suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada.

sábado, 11 de outubro de 2008

Somos um país à mercê de canalhas

O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT - AM. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, depois de longa ausência de algumas semanas, volto a esta tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País.

Gostaria de estar aqui discutindo, como fez o Senador José Jorge, a respeito das riquezas naturais do Brasil, com as quais ele tanto se preocupa, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.

Senador José Jorge, poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.

O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso, Senador Antonio Carlos, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.

O que está faltando mesmo ao Brasil e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

Vejam que País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado.

Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada - para o Congresso Nacional, pelo menos. Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente - como o é - um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu no Brasil, e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada! Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas, Senador Antonio Carlos Magalhães! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm'"! Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso.

O Sr. Antonio Carlos Magalhães (PFL - BA) - E pagos pela Petrobras.

O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT - AM) - E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País -, e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".

Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído porque o que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política, nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei, Senador Antonio Carlos Magalhães. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não!

Um País que tem um Congresso deste, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... Senador Antonio Carlos Magalhães, dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população compactua com isso. É lamentável! E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para que, Senador Antonio Carlos Magalhães? Eu louvo V. Exª, que é um pouco mais velho do que eu e vai continuar ainda. Mas, para mim, chega! Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.

O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não votos - pouco me importa. Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Clique aqui para acessar a fonte oficial.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Diretório Web 2.0

Deixo neste post o link para o maior diretório sobre sites Web 2.0 que já encontrei na internet:

http://www.go2web20.net/

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Governo Eletrônico sob o enfoque da Web 2.0

Avaliação do CONIP 2008 (I)

Florianópolis (30/6/2008) - O 14º. Congresso de Inovação e Gestão Publica - CONIP 2008, realizado em São Paulo nos dias 4 e 5 de junho de 2008, abordou como tema central o Governo Eletrônico (e-Gov) como forma de o poder público (executivo, legislativo e judiciário) ter um melhor relacionamento com o cidadão. Dentro desta temática, enfocou as novas tecnologias de informação e comunicações (TICs), que em conjunto com as redes sociais digitais, aliadas aos dispositivos móveis, dão impulso a uma nova era de criação e inovação no que concerne a gestão pública, agora também, contando com o ambiente colaborativo e interativo que a Web 2.0 proporciona.

O presente artigo inaugura uma série de outros nove, que serão elaborados pelos técnicos, assessores e diretores do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc), que participaram de tão importante evento para a área da governança eletrônica, os quais farão uma avaliação do CONIP, sob o enfoque do Governo Eletrônico (e-Gov) e da Web 2.0 (veja a programação do CONIP).

O Governo Eletrônico representa hoje uma nova forma de governança que dá agilidade e transparência às ações públicas, proporcionando mobilidade e presença do Governo junto ao cidadão, empresas e organizações sociais. Porém agora, com o ambiente colaborativo da Web 2.0, além do acesso eletrônico, o usuário pode também, consultar, opinar e deliberar, como por exemplo, emitir sua decisão sobre aspectos relacionados com a educação, segurança, saúde, orçamento e investimentos públicos, por meio de dispositivos ágeis como celular, TV Digital e mensagens tipo SMS, só para citar alguns deles.

Assim, um dos assuntos abordados por ocasião do CONIP foi a transformação das informações públicas que ficam armazenadas pelos governos de forma estática, para uso de forma dinâmica, fazendo com que a sociedade possa, também, ser usuária desses conteúdos, facilitando o relacionamento público e privado, por meio de dispositivos móveis e redes sociais de relacionamentos. Pois, no mundo atual, a informação é a matéria-prima básica que move a sociedade e ela deve estar acessível em qualquer lugar e horário.

Nesse contexto, aplicativos colaborativos como blog, wiki, twitter, flickr, citix e redes virtuais como mySpace e orkut são alguns exemplos do novo ambiente digital da Web 2.0 em que o usuário é cada fez mais o produtor dos conteúdos de forma interativa.

Dessa forma, o CONIP 2008 transmitiu uma visão de que a gestão pública necessita estar constantemente inovando e renovando suas práticas de gestão, e com o apoio das novas tecnologias, possa se tornar numa organização digital ágil, eficiente, eficaz, transparente, e presente virtualmente em qualquer horário e lugar do mundo, fortalecendo cada vez mais a cidadania, e contribuindo com a inclusão social e digital.

João da Silva Mattos

Assessor do Centro de Tecnologias para Governo Eletrônico do Ciasc

Fonte:

http://egovblog.ciasc.gov.br/2008/06/30/governo-eletronico-sob-o-enfoque-da-web-20-avaliacao-do-conip-2008-i/#more-299 (acesso em 02/07/2008)

domingo, 29 de junho de 2008

Linguado à Belle Meunière

Ingredientes image

• 4 filés de linguado
• suco de 1/2 limão
• sal e pimenta-do-reino a gosto
• salsinha
• 6 colheres de manteiga sem sal
• farinha de trigo para empanar
.......................................

Molho
• 2 colheres (sopa) de alcaparras
• 100g de champignons fatiados em lâminas
• 8 batatas torneadas (cozidas)
• 8 camarões médios

Modo de preparo

Peixe
Tempere os filés de linguado com sal e pimenta-do-reino e reserve. Corte os camarões em pedaços e os champignons em lâminas.

Aqueça em uma frigideira 2 colheres de sopa de manteiga. Passe os peixes por farinha de trigo e retire o excesso. Quando a manteiga estiver borbulhando, doure os peixes dos dois lados. Retire da frigideira, coloque em uma travessa e mantenha aquecido. Faça o mesmo até terminarem os filés.
Molho
Coloque na frigideira mais uma colher de manteiga e refogue rápidamente  (cerca de 2 minutos) os cogumelos e os pedaços de camarão. Retire da frigideira e reserve.

Acrescente à frigideira a manteiga restante e doure-a, retire do fogo e acrescente as alcaparras, camarões e champignons refogados. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Regue os filés de peixe com gotas de limão, um fio de azeite de oliva extra-virgem e salpique com a salsinha.

Cubra com o molho e sirva com batatas cozidas ou sauté.

Bebida: sirva esse prato de linguado com vinho branco seco

domingo, 18 de maio de 2008

Filé de Frango ao Vinho Branco


INGREDIENTES:

  • 1/2 Kg de filé de peito de frango
  • 1 cebola picada
  • 1 lata de creme de leite
  • 300 ml de vinho branco seco
  • cogumelos frescos
  • 100 g de mussarela
  • 1 colher de sopa de margarina
  • suco de 1 limão
  • sal e pimenta do reino branca a gosto

MODO DE PREPARO:

    1. Leve ao fogo a margarina e a cebola, refogue e acrescente o vinho e o creme de leite.
    2. Deixe ferver e então ponha os filés de frango temperados com sal, pimenta e limão e então deixe cozinhar.
    3. Depois coloque tudo em um refratário, cubra com queijo e leve ao forno para gratinar.

Fonte: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/121-file-de-frango-ao-vinho-branco.html (acesso em 18 de maio de 2008).

sábado, 3 de maio de 2008

Tudo passa!

Conta a velha lenda que um rei muito poderoso ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto ele, quase perdeu tudo. Foram anos de batalhas onde muitos soldados perderam a vida, e muito ouro foi consumido. A guerra só acabou com a morte do rei inimigo, mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu o peso da miséria na sua própria vida.

Foram necessários alguns anos para que o rei conseguisse de novo acumular fortuna, com muito trabalho nos campos e a conquista de outros lugares. Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos, e que desse força para que ele superasse a falta de recursos, os problemas e dificuldades, e quando na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das dificuldades do povo que ele comandava.

Essa frase vencedora, daria honras e glórias ao seu criador e seria escrita na bandeira daquele reino, e seria inserida no brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias.

Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou perto de um casebre na estrada e um dos seus soldados bateu palmas. Um senhor bem sorridente o atendeu e logo trouxe água para o rei em uma caneca simples mas muito limpa, o que impressionou o rei, que também ficou impressionado com a pureza e o frescor da água. Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no casebre e se surpreendeu com a paz do ambiente, com a limpeza e as pequenas flores em cada canto daquele cômodo humilde.

O rei então perguntou ao camponês como ele conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de tudo e vivendo em tamanha simplicidade. O camponês contou que no passado tivera bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas perdeu tudo com o ataque de um rei muito poderoso naquela região e ele teve que mendigar pelas ruas para comer. Andou muito, conheceu muitas vidas e muitas realidades, até encontrar esse lugar que hoje ele chama de "pedacinho do céu", e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele mandou gravar a frase da sua vida, para que ele se lembrasse sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na pobreza ou na riqueza que ele podia superar tudo, desde que se lembrasse dessa verdade escrita na tabuleta. Lá estava a frase que o rei tanto buscava, lá estava escrito em apenas uma linha toda a filosofia que seus sábios não souberam explicar, lá estava escrito:
"Tudo passa!"

E agora eu te ofereço essa tabuleta, leve-a com você por onde for, na certeza de que esse momento que você vive, seja ele de muita alegria ou de dor, vai passar e você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo a felicidade, porque tudo passa, mas Deus é eterno.